domingo, 22 de setembro de 2013

A POBREZA DAS NAÇÕES PERIFÉRICAS...

                 (em especial da nação brasileira)

Quando Adam Smith lançou o livro “A Riqueza das Nações”, ele já conhecia a “lei da relatividade” no campo sócio/econômico. Esta é a razão por que existem nações ricas e pobres, já que quanto mais àquelas enriquecem estas empobrecem. Os mecanismos neste modelo que levam grande parte da população ao empobrecimento e a fome é a falta de objetivos bem intencionados de todos os dirigentes que até hoje estiveram à chefia dos governos, tanto da União, como dos Estados e dos municípios. Os pobres são os que mais pagam tributos se considerarmos que a grande massa é de consumidores de menor poder aquisitivo que recolhem os impostos indiretos como é o caso do ICMS e IPI que incidem sobre a circulação de mercadorias e a industrialização de produtos, bem como são os que mais colaboram para a formação do PIB do país. Por isto, a despeito de toda essa contribuição ao Estado a massa de consumidores não tem o retorno por justiça, já que são os que mais contribuem com arrecadação de tributos. Além disso, apesar da carga tributária ser relativamente pesada, o ônus não recai sobre os empresários como é propalado, mas sim sobre o cidadão consumidor, já que todos os tributos vão embutidos nos preços dos bens e serviços, inclusive o Imposto de Renda, que por sua natureza deveria ser ônus do empresário. A propósito de todas as “perdas extradordinárias” tão questionada por um falecido político, não se levando em conta a corrupção e os desvios de recursos orçamentários que representa pouco, os maiores prejuízos da Nação brasileira são as “grandes evasões financeiro/econômicas” com a exportação de valores subfaturados e a importação de valores suprafaturados, as privatizações de grandes empresas subavaliadas, a pirataria e contrabando de produtos nacionais e estrangeiros, a evasão e sonegação de impostos, a mega aplicação de somas de dólares no mercado financeiro interno em face das altas taxas de juros, o baixo imposto sobre a “remessa de lucros” das empresas multinacionais, a omissão criminosa dos governos em face da evasão de minerais nobres tais como o nióbio, ouro, prata e pedras preciosas existentes nas reserva indígenas controladas por “certas” ONGs, o descontrole da desmatação da Amazônia e o descaminho das madeiras serradas ilegalmente etc., etc. Mas, enquanto isso, apesar do saudoso Ulysses Guimarães ter batizado nossa CF de 1988 de “a Carta Cidadã”, esta já sofreu mais de seis dezenas de “Emendas Constitucionais – EC”, muitas delas ruinosas à nação brasileira como um todo e, em especial, do cidadão brasileiro. Apenas para citar um exemplo em face da “carga tributária”, lembramos que enquanto o brasileiro comum paga um pesadíssimo ônus com o ICMS e IPI e outros tributos, os ricos, milionários e mega milionários, cujas fortunas, muitas delas, conseguidas da “noite para o dia”, nunca sofreram o ônus do imposto sobre “grandes fortunas” previsto no artigo 153, inciso VII, da CF motivado pelo adrede comportamento do Congresso Nacional em favor do grande capital. Estas poucas citadas são as principais causas do crescimento da base da “pirâmide social” cujo extremo estão insiridas as favelas brasileiras e a pobreza em geral que representam o “cartão postal” do país, em especial na “cidade maravilhosa”. A cidade de Curitiba, p. ex., considerada pela “mídia” a “cidade européia” do sul, no “marketing” de um ex-governador que também implantou o pedágio mais caro das Américas, já possui mais de 120 favelas. A mentalidade de nossos políticos/gestores é tão acentuada em egocentrismo e despida de espírito público que os Orçamentos municipais, além dos repasses constitucionais (União, Estados e FPM), por força de constrangimento legal foram obrigados a reservar um percentual de seus orçamentos para aplicação na Saúde e Educação, a fim de que estas atividades não perecessem, já que os “dignos prefeitos” sempre optam por obras que aparecem aos olhos dos munícipes. Quer queiram quer não os cientistas sociais, a baixa qualidade de vida da população é principal causa do aumento inconstrolável da delinquência e do banditismo nas cidades brasileiras. (Veronesi, I.*)


* Ivan Veronesi é um simples pensador. Mas, para os que avaliam as pessoas só pelos títulos acadêmicos, o mesmo é Bacharel em Administração Pública; Sociologia e Política; Contabilista, Perito e Calculista; Tributarista;  Licenciado e Professor para o Magistério médio e superior; Auditor Fiscal de Tributos aposentado e pós-graduado em Administração Pública.           

Um comentário:

  1. Fico no aguardo de meus prováveis contestadores, já que liminarmente não sou o "dono da verdade". Com humildade, Veronesi,I.

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