quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O FUNERAL DAS "MÍDIAS"....

O FUNERAL DAS "MÍDIAS"
 

Os filhos sem os empregos;
Para fugir da hostilidade;
Irão arriscar-se no exterior;
A custa de nossa saudade.


O retrocesso da economia;
É coisa só da corrupção?
Pela paralisia do Governo;
Parece ainda conspiração!

Trocaram a Presidenta;
Para o povo não Temer;
Com políticos de oposição.;
Sabe-se lá quem vai saber.

Tenho visto muitas crises
Quase todas sempre iguais;
Certamente por trás disto;
Estão as sanhas internacionais.

O povo trabalha árduo;
Para cobrir o grande rombo;
Não debitado aos ricos;
É obreiro que leva o tombo?

O PIB de seis trilhões;
Encargos sociais aos picos;
P’ros CREDORES da DÍVIDA;
E "rentistas" ainda mais ricos!

A votação na Camara Federal;
Era um bando de teleguiados;
Para o funeral da Presidenta;
Maioria dos pares cooptados.

A corrupção dos políticos;
Gasta 5% do PIB brasileiro;
Mas o neoliberal sobrevive;
Com o “sangue” do obreiro.
(Veronesi, I.)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

PENSAMENTO DO DIA...


 AS ALEIVOSAS MEDIDAS ECONÔMICAS DO GOVERNO TEMER!


As terceirizações amplas, gerais e irrestritas do potencial empresarial brasileiro e até do Serviço Público é uma tentativa inócua do Governo Temer (leia-se idéia da equipe Meirelles) para estimular o emprego, aumentar o PIB e arrecadar mais, mas sem nenhum estimulo à empregabilidade e ao fomento de meios financeiros às atividades econômicas, exceto, é claro, a liberação recente das “Contas Inativas” do FGTS dos trabalhadores, cujo volume (32 bi) estavam parados e veio melhorar o “poder de compra” e, para muitos trabalhadores, o pagamento de “velhas dívidas”  Vejamos. O que trará as terceirizações é apenas o aparecimento de mais empresas de médios e pequenos portes concorrendo à divisão do Produto Interno Bruto (PIB) que, quando não cai, fica estagnado ou apresenta aumento pífio não trazendo, portanto aumento do “meio circulante” e à arrecadação de tributos. E se trouxer, muito pouco será. Sem contar, por verdade, que quem suporta a "Carga Tributária" não é o empresário, já que é um simples repassador, mas o consumidor final. O importante a frisar é que este (des) Governo, sem ter de onde tirar mais dinheiro, aumenta os impostos, taxas, contribuições gerais e tarifas para aliviar um pouco à pressão empresarial, retira antigas conquistas e vantagens trabalhistas para repassar àqueles, tenta desregulamentar (já desregulamentando) o Serviço Público, jogando por terra o “Sistema do Mérito” (leia-se concursos públicos e outras medidas), tudo sob a esperança de que Estado menor é mais eficiente e eficaz. Muito pelo contrário! O Estado deve ter o tamanho necessário com base em estudos, em especial no que diz respeito ao seu maior patrimônio “os recursos humanos” (servidores). Quando menciono servidores refiro-me a "recursos humanos" qualificados e não "pessoas introduzidas" no Serviço Público por "critérios políticos", como soe acontecer, para formar um enorme "cabide de empregos". Para que o leitor tenha uma ideia, o Serviço Público nunca fez um estudo de “tempos e movimentos” também conhecida como “cronoanálise” do trabalho para captar as necessidades de mão-de-obra em cada Ministério ou unidades autônomas. Em fim, o sonho do nosso saudoso Belmiro Siqueira (1) foi p'ro brejo com um Estado em retrocesso a "passos largos". Está, por exemplo, o INSS, um dos integrantes da Seguridade Social, totalmente sucateado, onde não se preenche por concursos mais de 20 mil vagas e faltam até papel toalhas e higiênicos para as necessidades pessoais dos Servidores. Aí vem, a lamentável justificativa, a saída é “privatizar tudo”! Mas, privatizar a pobreza não resolve nada, além do país ficar sem "riquezas patrimoniais" ainda ter que se sujeitar ao controle de preços e tarifas internacionais e, certamente, virá a aumentar as Dívidas (interna e externa).
(1) Ver em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Belmiro_Siqueira