quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

 

Meus amigos, vocês preferem “a verdade doída” ou a mentira ilusória? (I. Veronesi.)

O modelo petucano – 28.05.2013

Adriano Benayon *

Dívida

01. No geral, a Constituição de 1988 não sustentou os interesses nacionais. A eleição dos constituintes foi muito influenciada pela grande mídia e pelo dinheiro de: concentradores, transnacionais, entidades e fundações estrangeiras. Depois, o entreguismo foi radicalizado por Emendas patrocinadas por Collor, FHC e governos petistas.

02. Não bastasse isso, a “Carta Magna” foi adulterada com a inserção fraudulenta de dispositivos jamais votados na Constituinte.

03. Entre as fraudes avulta este acréscimo no art. 166, inciso II, § 3º: excluídas as [despesas] que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus

encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e o DF”.

04. O § 3º do inciso II do art. 166 estabelece restrições à inclusão de despesas no orçamento, e o termo “excluídas”, privilegia as que constam das três alíneas. A “a” e a “c” entraram como bois de piranha, para não chamar a atenção sobre o serviço da dívida.

05. Devido a esse dispositivo ilegítimo e nulo, a União já gastou, desde 1988, mais de R$ 10 trilhões com a dívida, jamais auditada, pois nunca se realizou a auditoria determinada no Ato das Disposições Transitórias da Constituição. Ou seja: só são cumpridas as normas contrárias ou indiferentes aos interesses nacionais.

06. Resumindo: depois de terem sido pagos mais de R$ 10 trilhões, a dívida pública - que em 1988 somava R$ 300 bilhões (atualizados monetariamente) - ascendeu a mais de R$ 3 trilhões em 2012, devido principalmente à capitalização de juros a taxas absurdas.

07. A cifra de 1988 abrange as dívidas do Tesouro, BACEN, Estados e municípios: a pública interna e a externa, incluída nesta a do setor privado, estatizada, por ordem dos bancos credores, FMI, Banco Mundial e demais instrumentos da oligarquia financeira anglo-americana.

08. Se computarmos – como é recomendável, dado que a subserviência continua - a dívida externa bruta, de US$ 441,8 bilhões (R$ 880 bilhões), o total alcança R$ 4 trilhões.

Petróleo e minérios

09. Nos artigos mais recentes, apontei que o governo federal está acelerando a entrega a transnacionais estrangeiras de blocos de petróleo avaliados em trilhões de dólares, em troca de nada, além de levar a Petrobrás a adquirir proporcionalmente menos campos que em leilões anteriores. (1)

10. Embora tenha sido a única estatal estratégica não privatizada pelo tsunami legislativo e administrativo iniciado por Collor e completado por FHC, a Petrobrás teve a maioria de suas ações preferenciais vendida em bolsas, inclusive a de Nova York.

11. A estatal foi prejudicada pela Lei 9.478 /1977, vários dispositivos da qual deveriam ter sido declarados inconstitucionais, se o Judiciário não se mostrasse alheio aos interesses nacionais, (2) como ocorreu também nas privatizações.

12. A lei da desestatização e demais do pacote das “reformas” ditadas por Washington (1990), a liquidação de estatais, como o Loide e a Interbrás, a Lei de Propriedade Industrial e a Lei Kandir são alguns dos indicadores de que o modelo infra-colonial foi inaugurado em 1989 com a primeira eleição direta à presidência, sob a “Constituição cidadã”, com direito a fraudes eleitorais.

13. A vigência da Lei Kandir constitui crime continuado, sem o qual a exportação de minérios poderia prover receita fiscal equivalente a 32% do valor dessa exportação. Sua revogação ajudaria em muito a economia, pois não só o petróleo, mas outros minérios, como o de ferro, têm tido participação crescente nas exportações, com quantidades assombrosas extraídas de nosso subsolo.

14. Que dizer de minerais estratégicos, como o quartzo e o nióbio, cujas reais quantidades exportadas são escamoteadas, e que são insumos de produtos finais com valor de 50 a 200 vezes o da matéria-prima?

15. Os cidadãos escorchados pelos impostos seriam aliviados, se as receitas do ICMS, Confins etc. não estivessem sendo doadas a grupos concentradores, e se fossem poupadas despesas como as do serviço da dívida. (3)

Concessões

16. O governo de Dilma Roussef embarca pesadamente nas “concessões”, forma velada de privatização. (4)

17. Configura-se, pois, um modelo infra-colonial petucano, caracterizado por submissão aos interesses da oligarquia estrangeira, maior que a do modelo dependente instalado a partir de 1954. Esse subsidiou a entrada do capital estrangeiro e submeteu-se às dependências tecnológica e financeira, embora tenha mantido instituições públicas e estatais e criado novas, até a casa ruir com a bancarrota da dívida externa nos anos 80.

18. Durante o modelo dependente, as empresas privadas de capital nacional foram esmagadas ou absorvidas pelas transnacionais, processo que se intensificou no após 1988, restando pouquíssimos grupos concentradores, associados ao capital estrangeiro, e cuja data de validade como nacionais não se afigura muito distante.

19. A MP, há pouco aprovada, põe fim aos portos públicos, a ser controlados por armadores estrangeiros, e possibilita a prestação de serviço público por empresas privadas sem licitação, em contratos eternos. Ademais, os problemas logísticos estão mais nas ferrovias do que nos portos. (5) O governo programa “investimentos” de R$ 54 bilhões. (6)

20. As concessões abrangem também os aeroportos, 23 mil km. de rodovias, mais de 10 mil km. de ferrovias, e projetos em várias áreas, inclusive a pletora de bilionários estádios de futebol, superfaturados. (7)

21. Centenas de bilhões de reais serão bancados pelo Tesouro, cujo serviço de dívida já absorve quase metade das despesas da União, conforme dados da Câmara Federal, assinalados por Maria Lucia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida: R$ 753 bilhões em 2012. (8)

22. No ano passado, os aportes do Tesouro aos bancos oficiais fizeram aumentar o estoque da dívida em R$ 66 bilhões. O BNDES deverá financiar 80% dos investimentos das concessões, propiciadores do enriquecimento, sem riscos, de concessionários e empreiteiras. (9)

23. O engenheiro Luiz Cordioli lembra que o BNDES oferece dez anos de carência e juros de 4% aa, e o Tesouro paga 12% aa. em seus títulos, possibilitando aos aquinhoados - além dos ganhos com a exploração da concessão - rendimentos de 8% aa., se aplicarem em papeis públicos a quantia emprestada pelo BNDES. (10)

24. Se empreendimento não for rentável, o concessionário não pagará a dívida, e o prejuízo fica para o Tesouro, que terá de arranjar os recursos para os juros e para a liquidação dos títulos da dívida pública, emitindo moeda e títulos ou, ainda, elevando impostos e contribuições.

25. O governo planeja propiciar empréstimos sindicalizados de bancos privados, que subsidiará (a bolsa-banqueiro, da qual os bancos estatais estão fora), inclusive liberando mais depósitos compulsórios. (11)

26. Capitalizará a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), para a qual convergirão recursos dos fundos setoriais, e usará o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (R$ 14 bilhões). (12)

27. Alternativamente, dará garantias através de bancos públicos e emitirá debêntures de infraestrutura. Espera recursos próprios dos concessionários, de 20% do valor dos projetos.

28. O governo parece, ademais, disposto, a obsequiar os concessionários com benefícios adicionais. Nas ferrovias: 1) serão desoneradas dos custos de manutenção, segurança e outros, nos trechos que abandonaram e nos onde mantêm tráfego reduzido; 2) serão transferidos para a União passivos patrimoniais, ambientais, cíveis, tributários e trabalhistas, ao custo de muitas dezenas de bilhões de reais; 3) as concessionárias concentrarão as locomotivas e vagões arrendados nos trajetos de maior lucratividade. (13)

29. As maiores são: América Latina Logística (ALL), MRS Logística, Vale, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA, controlada pela Vale) e Transnordestina, da CSN. Das mais lucrativas, como a MRS, o governo pretende comprar a capacidade de transporte da malha, realizar melhorias e revendê-la. Alega que fará acelerar investimentos e suscitar concorrência. (14)

30. Entretanto, não faz sentido indenizar, por bilhões de reais, detentores de concessões a expirar em menos de 15 anos. Indaga-se: por que os concessionários não fizeram as melhorias? Quanto arrecadaram sem as ter realizado? (15)

31. As concessionárias vão livrar-se da obrigação de investir e terão direito ao uso parcial das linhas vendidas aos novos licitantes, a quem caberá substituir os trilhos e dormentes deteriorados. (16)

32. Quanto aos aeroportos, as concessões de Guarulhos, Viracopos e Brasília foram entregues em leilões ganhos por empresas estrangeiras de menor experiência. (17)

33. Assim, para Galeão e Confins, o secretário do Tesouro manifestara-se em favor da participação majoritária da INFRAERO, mas isso não prosperou, por desagradar investidores europeus. Isso sintetiza a subordinação de Dilma ao capital estrangeiro (18) e sinaliza o rumo das concessões, que abrangem, além dos grandes aeroportos, a aviação regional, com 270 aeroportos e R$ 7,3 bilhões previstos.

34. Nota o engenheiro Roldão Simas: “O Galeão é um aeroporto moderno e ocioso, e não requer ampliações: está esvaziado, pois muitos voos internacionais foram transferidos para São Paulo, e muitos domésticos para o Santos Dumont.” (19)

Conclusão

Diante de tudo isso, não há como refugiar-se no terreno técnico, ignorando que o impasse está no sistema político. Nada há a esperar de novas eleições presidenciais, nem vale perder tempo discutindo candidatos. O povo terá de exigir outros caminhos. (20)

* - Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

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Comentários do Veronesi

(1) E os lesa-pátrias não vão ser punidos um dia? Mas os “ladrões-de-galinhas” são encarcerados diariamente!

(2)... alheio aos interesses ou “dolosamente omisso” (existe diferença, né?)

(3)...,mas por que a “mídia” nunca vez questão de divulgar massacrantemente isto!?

(4) Ah! Os conservadores não podem reclamar do PT, a não ser que a entrega do país só seja válida, se pelas mãos deles (PSDB)!

(5) ...ver meus trabalhos sobre os “enganos” sobre a matriz da mobilidade viária brasileira no meu blog iveronesi@hotmail.com

(6) Só isto!? E em três ou mais décadas?

(7) e.... haja dinheiro do contribuinte para cobrir todos estes rombos.

(8) a Auditoria pode “ser denominada cidadã” , mas quem permite esta “evasão” é vampiro mesmo e traidor!

(9) o Brasil (BNDS) já fez isto até com os “gringos paraguajos”, isto é, financiou a parte do Paraguay no capital da Itaipu Binacional e depois comprava a quota-parte de toda energia. Agora o Paraguay tenta “ferrar” o Brasil tentando aumento o preço do quilowats/hora.

(10) É vocação natural “p’ra burro” ou “burro é muita gente que pensa assim, já que “muita coisa (U$...) sai por fora”.

(11) Mais uma “jogada financeira” que os “pobres mortais do povão” não alcança, mas paga a conta!!!!!!!!!!!!

(12) Estes “fundos” que não têm fundos são criados para “ser sócios” de megas empresas e no caso de exaustão (ex. Vale – Fundo da PREVI) ele “afunda com a falecida”.

(13) eis...uma prova de que a “iniciativa privada” brasileira só é parceira do Estado “bem bom!” O “barco furou”, vamos jogá-lo na cachoeira...

(14) ...não é uma “gracinha mesmo”? o Estado sempre “preparando a cama” para os “mega investidores” deitar, mas tudo com o dinheiro do contribuinte!

(15) ...porque o Estado sempre “foi uma mãe-mão aberta” que estraga o “filhinho perdulário”!

(16) Esta eu simplesmente não entendi!!!!!!!!!!!!!

(17) Se as empresas de menor experiência não “der conta do recado” também não há problemas, pois acham que ficará melhor do que está! SERA?

(18) ...nunca foi novidade...,mas garanto...vai ser uma “entreguismo amplo, geral e irrestrito”, certo bicho?

(19) ...mas mesmo assim o Galeão vai submeter ao privatismo voraz da “iniciativa..mais que privada”. Pode? Pode. No Brazil de hoje “com “z” mesmo” tudo pode!

(20) Oh! Benayon, dá-nos “um pouco de alegria”, mas agora que caminho TOMAR? Será que ainda existe?

 

sábado, 20 de novembro de 2021

quinta-feira, 11 de junho de 2020

DIREITO DE MATAR...

Matéria publicada nas redes sociais em 12 de fevereiro de 2020 .

O pacote anti-crime do Sérgio Moro é  um autêntico projeto para obter o direito de matar. Por falta de manutenção de efetivas e sérias políticas públicas, da metade do Governo Dilma para cá a empregabilidade degringolou e os 12 milhões de desempregados mantidos com uma política de um Presidente hoje amargando um cárcere, foram todos demitidos, inclusive pessoas de alto nível acadêmico e experiencial, muitos dos quais viraram ociosos e mendigos, portando a um passo da delinquência e da bandidagem.
Em face disto, os bandidos e facínoras estão se avolumando e cometendo a miúde latrocínios dos mais hediondos. Isto só poderia ter sido evitado se houvesse adrede uma política de inclusão a longo prazo com um modelo de bem-estar social. Nunca de abandono como está se apresentando hoje! Jovens que se criaram ao léu e desempregados em longo prazo viram bandidos, a não ser que tenham pais com bom poder aquisitivo p´ra sustentá-los. Agora quer o governo o Direito de MATAR! Eu explico. O projeto do Moro prevê na Lei (altamente discutível) uma tênue linha entre a "legítima defesa" e o "constrangimento do Estado em supostos crimes. Em outras palavras, agora o Estado brasileiro quer resolver "a bala" o que ELE (o Estado) deveria resolver com políticas públicas com dinheiro da arrecadação já que é o povão que PAGA TUDO. Eu, aos meus 80 anos não esperava ver um país nestas condições, especialmente porque estudei Sociologia e Política e estes conhecimentos não admite soluções desta espécie. Minha previsão estava correta, já que escrevi isto antes da Lei draconiana a ser sancionada e o ex-presidente (preso) já havia levemente comentado. Mesmo com a exclusão da "figura legal", mas imoral da tal "excludente de ilicitude", os efeitos práticos nefastos ja se fizeram aparecer. Ontem, por ex, publicaram na BAND o caso de dois motoqueiros (entregadores) que passaram em frente a dois policiais; o primeiro passou, mas o segundo um dos policiais deu um tiro (sem rumo?) e acertou a vítima. Depois, declarou que foi um "acidente com o disparo. Vá contar isto p´'ra um débil mental! Ela ( apolícia) está mesma toda confortável achando que agora vai ficar fácil se esquivar do ato delituoso. Imaginem se tivessem conseguido aprovar a "excludente de ilicitude"Aí, então, os criminosos iam "aparecer em pilhas" pelas quebradas dos bairros, favelas e morros, quando os policiais nem iam ser interpelados, valendo apenas as " suas declarações" (mentirosas é claro!) de que o criminosos reagiu! Repito e continuo repetindo: bandidos são vítimas da ausência efetiva de projetos de inclusão social e reabilitação de delinquentes, já que a cada cinco anos nova geração (milhares) de jovens adolescentes estarão perambulando pelas cidades brasileiras que, sem emprego, sem escola de tempo integral, para que os país possam trabalhar, certamente serão os bandidos e facínoras de amanhã. E aí não adianta ficar gritando lá do fundo precipício " Pátriaaaaaa..amadaaaaa...Brazil...zil...zil...zil...   
(Ass. Ivan Veronesi - pai) 

terça-feira, 11 de junho de 2019

PARCERIAS PÚBLICO/PRIVADAS DO DÓRIA...

Agora à noite no Canal da Band vi, ao vivo, o atual governador do Estado de São Paulo falar diante de Jornalistas capitaneado pelo Mitre, na qual mostrava uma carranca de incredulidade.  Quem vê o Doria falar com a aquela fluência verborrágica típica de locutor de TV acha que o mesmo tem a fórmula mágica para todos os problemas do Estado de São Paulo e, claro, com apenas dois anos de Governador, ele os terá, também, a fórmula mágica para resolver todos os problemas do país. Fez isto com a Prefeitura de São Paulo, agora no Estado, quererá fazê-lo, também, para trampolinar à Presidência da República. O companheiro de "O aprendiz" no programa do Justus fala tanto impropérios, sem refletir nas colocações que o faz, talvez apostando que a maioria dos brasileiros esquecem do que fala e promete! No citado Programa de hoje da BAND o indigitado governador diz que vai fazer milhões de coisas "sem nenhuma" dificuldades orçamentárias, nem mesmo das obras mais exponenciais. Citando, entre muitos problemas, os das Delegacias do interior do Estado que estão todas abandonadas, com carências mil, algumas das quais, segundo citou, estão "caindo aos pedados". Segundo suas palavras "farei a recuperação total de todas as Delegacias através de parcerias público/privadas; já pedi ajuda financeira ao Presidente Bolsonaro etc...etc. Ele (o Doria) bem sabe que parceria público/privadas só cabe em atividades que se presume dar "resultados de mercado" e não nas que são ônus típicas de orçamento estatal como o é "este caso" e os demais da área da Segurança Pública. Se nós "criativamente" olharmos sob a "ótica mercantilista" tudo pode resultar em "faturamento" para os especuladores do mercado, mas este não deve ser a filosofia de uma Nação que quer o Estado de bem-estar social. Em tempos passados quando surgiu a gripe H1N1 quem era o proprietário do Tamiflu, um antiviral para este tipo de enfermidade? Para os que fabricam equipamentos para segurança patrimonial quanto maior forem os roubos e assaltos melhor para este tipo de empresários.                 

segunda-feira, 25 de março de 2019

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É UM ENGODO!

REFORMA DA PREVIDÊNCIA É UM ENGODO! (1)

Não existe previdência social! O que existe é Seguridade Social, o que é um objetivo constitucional mais amplo e abrangente. Vocês observem que o governicho só menciona Previdência Social como se este fosse dissociada da Seguridade Social prevista nos arts. 194 a 203, dividida em três Secções, ou seja, a Seção I –  Da Disposições Gerais, Seção II – Da Saúde,  e Seção III – Da Previdência Social e Seção IV – Da Assistência Social. Portanto, a Seguridade Social é ampla em face das Obrigações do Estado perante os cidadãos brasileiros. Previdência Social é apenas uma Seção da Seguridade Social, da qual querem “extirpá-la com imensa dor social”, visando a cooptação do número de parlamentares necessários, como o fizeram quando da cassação da Presidenta Dilma Rousseff. Já existem inúmeros estudos e trabalhos provando substancialmente que a Seguridade Social não é deficitária, mormente se for considerado inúmeras distorções, como os desvios de recursos inadequados e o não pagamento da “quota estatal” no orçamento da Previdência Social. O governo alega que a urgente Reforma da Previdência é imprescindível para salvar o País do caos. E até mandou um recado ao desinformado povo que se a mesma não sair até o primeiro semestre, talvez até não seja possível pagar os salários dos servidores em Julho deste ano. É uma forma terrorista deste governicho de pressionar os membros do Congresso (Câmara e Senado) a aderir ao apoio de seu intento. Será que todos os eleitores que elegeram os atuais parlamentares acreditam piamente nisto!  Porque só a Previdência é a salvação nacional! P’ra começo de conversa o Sistema não é deficitário e não precisa de tanta urgência, já que ele (Sistema) obtém recursos de outras fontes que nunca foram reavaliadas e reformuladas, tais como os da Classe Patronal e do próprio Estado brasileiro, pois sua fonte de receita “deveria” estar assentada corretamente num “tripé” (contribuintes, empresários e Estado), além de outras incluídas posteriormente, como, por ex., parte das Receitas das Loterias. O atual govrno alega que com a “reforma” a nova Previdência vai economizar um trilhão de reais em dez anos. Pois eu afirmo com a experiência que tenho da área de Administração Tributária que só com as Reformas Tributárias e do Estado brasileiro (completa) o país economizaria isto em apenas dois anos. Pensem nisto

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sábado, 9 de março de 2019

O GAROTO PROPAGANDA DOS ESPECULADORES FINANCEIROS....



O garoto-propaganda, mais títere do que PR, dos especuladores financeiros (banqueiros, rentista, agiotas etc.), está pedindo urgente a "reforma" da Previdência, dando-a como a "salvação do Orçamento do Estado" e, consequentemente, da Nação. Alegam que em dez anos terão economizado um bilhão de reais. Não existe falsidade tão mal concebida com esta! Só com a Reforma Tributária (completa, né?) e do Estado, reduzindo em até 40% (quarenta) os ônus com os cargos (muitos deles fantasmas e laranjas), as vantagens e adicionais aos Deputados e Senadores, do Judiciário e do Executivo em apenas dois anos o governo reduz muito mais que isso. É que na "Reforma da Previdência" a "corda arrebenta p'ro lado mais fraco", ou seja, do trabalhador e do povo em geral, aumentando seu ônus, mas reduzindo substancialmente na PS o ônus da "classe patronal". O pior de todo "esse quadro caótico social" é que a "Mídia" perfidamente colabora para não perder os "faturamentos futuros". (Veronesi,I.)            

domingo, 3 de março de 2019

PORQUE O ESTADO BRASILEIRO SÓ INVOLUÍ...



Vocês já perceberam que o Estado brasileiro só involuí? Ou seja, passa anos, décadas e até séculos e não vemos avanços para chegarmos a uma potência econômica, soberana e autodeterminante, com qualidade e não quantidade (1). O país já esteve na 4ª posição no “ranking” das potências econômicas, mas lembre-se que este patamar é baseado na produção primária, ligada a agricultura e pecuária, hoje um pouco sofisticada em face do alto crescimento fomentado pelo agronegócio. Getúlio Vargas quando esteve pela última vez à frente da Presidência da República queria um país forte e soberano,  por isso dotou-o de uma infraestrutura necessária à indústria de base, tais como petróleo, siderurgia, metalurgia, rodovias e ferrovias, enfim que o fizesse para o alavancamento de outras atividades derivadas, visando a independência de suprimentos na América do Sul. Por isso mesmo, teve grandes adversários políticos (2) que estavam interessados, não “graciosamente, claro”, a facilitar o trânsito de interesses internacionais. O próprio Getúlio era conhecidíssimo não como comunista, mas como nacionalista, portanto contrário aos interesses do capital internacional. É célebre o caso da implantação das Bases Militares Americanas no Rio Grande do Norte na II Guerra Mundial (3) que abrigou mais de 10.000 militares norte-americanos, as quais Getúlio se opunha, mas cedeu às suas instalações mediante condições. Hoje, a população brasileira esclarecida sabe que não existe mais siderurgia e metalurgia sob o controle brasileiro. Ora, se os dois segmentos antes mencionados, estivessem sob o comando de governos “nacionalistas e dinâmicos” as atividades das indústrias relacionadas seriam estimuladas e multiplicadas. Claro que muitas indústrias brasileiras dependentes do ferro e do aço chegaram ao médio e grandes de portes, mas como muito sacrifício em face dos custos internacionais destes insumos. Somados os custos tributários e financeiros que são os principais motivos porque nossos veículos, navios e embarcações são pouco acessíveis à população, mesmo as de classes média, média/alta, a não ser com financiamentos de longo prazos. Sem entrar no mérito das demais reformas, constatamos que o recém-empossado governo “bate” insistentemente na “Reforma da Previdência”, como se fosse a “salvação nacional”, mas deixa como incertas, inúmeras reformas de extrema importância para ao país, como a Tributária e do Estado brasileiro, hoje altamente deficitário, pesadamente anacrônico e custoso ao provedor brasileiro, ou seja, o contribuinte. Enquanto isso, no âmbito das casas legislativas federais (Câmara e Senado), mesmo sob experiências desastrosas das últimas décadas na condução do país, as alas partidárias não se atêm ao fim último em benefício do país, mas nas imediatas vantagens partidárias e no jogo do “dinheiro e poder”. 
          
(1) https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/12/101227_eralula_economia
(2) O mais persistente e ferrenho, foi o Dep. Carlos Frederico Wernewck de Lacerda ou simplesmente           Carlos Lacerda. Ver em https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda
(3) https://pt.wikipedia.org/wiki/Natal_na_Segunda_Guerra_Mundial e https://www.dw.com/pt- br/brasil-relutou-at%C3%A9-entrar-na-guerra-ao-lado-dos-aliados/a-18426613