terça-feira, 4 de outubro de 2016

ESTADO MÍNIMO DOS CONSERVADORES

 O Estado mínimo almejado pelos conservadores neoliberais é um mito! Mormente por que a instabilidade deste modelo é baseada em atividades financeiras marginais efervescentes, que ao “quebrar qualquer membro do circuito integrado”, seus efeitos são sentidos nas principais bolsas do mundo, levando “os endividados por empréstimos e financiamentos” ao desespero e a retração econômica com sérios prejuízos à classe trabalhadora, já que nela são debitadas as mazelas, tais como redução de salários e benefícios sociais, cortes orçamentários públicos de recursos financeiros para as áreas da cultura, saúde, ensino habitação, esporte e lazer e nunca sobre a redução dos lucros das empresas e bancos. A quebra do setor imobiliário, p. ex., adredemente preparada para sanear a economia dos USA é o exemplo mais enfático desse desiderato. O efeito naquele país do norte foi tão pernicioso que o Estado precisou emitir e injetar mais de 20 trilhões de dólares (afirme-se dinheiro do contribuinte!) no segmento financeiro (bancos, bolsas e mercados financeirizados) etc., para que o mesmo não fosse direto à “banca rota”, junto ao qual levaria todos os países ligados por “vias duplas abertas da economia” e “detenção de títulos podres”, à depressão mundial de largo espectro. O socorro aos bancos e empresas de grandes portes foram tão volumosos que os “experts” do modelo até hoje não sabem se o Estado americano emprestou este “mar de dinheiro”, que neste caso seria impagável, ou se estaria estatizando todos as organizações devedoras. Por isto, Estado mínimo nos moldes que os neoliberais brasileiros almejam nem os mentores intelectuais Friedrich Hayek (Escola Austríaca), Leopold von Wiese Ludwig von Mises e Milton Friedman (Escola Monetarista, Escola de Chicago) recomendariam, por inviável. Aliás, este vai-e-vem entre privatizações e estatizações eu venho assistindo desde criança nos sucessivos governos brasileiros. Na verdade o Estado brasileiro sempre foi vítima dos “grandes esquemas políticos” quando “privatiza” as estatais mais rentáveis e lucrativas, sob os mais variados argumentos, bem como ao contrário quando uma empresa privada de grande porte está a “beira da quebra” obrigam o Estado a socorrê-la via BNDES, para mais tarde privatizá-la novamente. O que temos que considerar quando deparamos com a voracidade dos neoliberais ao patrimônio do Estado, não esquecer que alguns setores da economia de um país são inegociáveis por altamente estratégicos à Segurança Nacional. São eles petróleo, eletricidade, portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, minérios raros etc. Caso o Estado esteja ameaçado por um grande conflito interno ou uma invasão externa, se estes segmentos estiverem sob o comando privado, certamente a Segurança Nacional estará ameaçada. Sem contar que nestes segmentos o controle de preços é de suma importância para não desencadear uma inflação desenfreada. O importante é nunca esquecer que tudo é feito com o dinheiro dos tributos, portanto, dos contribuintes, sendo assim o “controle social”, segundo a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) é impostergável! 

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