quarta-feira, 18 de setembro de 2013

DEUS NOS LIVRE DA PRIVATARIA TUPINIQUIM!

           No Caderno Economia, pág. 18 de hoje (29-08-2013) da Gazeta do Povo vemos uma pagina inteira sobre a devolução pelo Governo do Estado de poder ao Grupo Dominó (privado), mediante acordo, já que o caso estava sub-júdice há mais de 10 anos, isto é, desde 2003 ainda no Governo de Roberto Requião. Sou radicalmente contrário a qualquer privatização de recursos naturais e/ou estratégico para o povo/Nação em face do custo/benefício e do interesse que gira em torno do negócio. O assunto da reportagem da Gazeta do Povo se trata da Sanepar, ou seja, a única e maior empresa de tratamento de águas do Paraná e talvez uma das maiores do país (1).[1]                


Companhia de Saneamento do Paraná
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Caixa-d'água da Sanepar, no município de Pinhais (Grande Curitiba).
O governador do estado Ney Amintas de Barros Braga sancionou a Lei nº4.684. do dia 23 de janeiro de 1963 autorizando o poder executivo a constituir uma sociedade por ações com a denominação social de Companhia de Água e Esgotos do Paraná (AGEPAR) para promover o saneamento básico do Estado. Em 19 de junho de 1964, a lei n° 48.878 alterou o nome da Companhia de Água e Esgotos para Companhia de Saneamento do Paraná. A Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar - se aproxima do cinquentenário como uma das maiores e mais eficientes do setor de saneamento do País, pronta para ampliar sua participação de mercado e a qualidade de seus serviços. A companhia atende 346 dos 399 municípios do Paraná e 289 distritos ou localidades de menor porte no estado, além de Porto União em Santa Catarina. Nas regiões em que atua, a empresa atende com água tratada 9,5 milhões de pessoas e, com sistema de esgotamento sanitário, 6 milhões de pessoas. Até 2014, a empresa prevê investir cerca de R$ 2 bilhões em todo o Estado. A Sanepar presta serviços de fornecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto sanitário e gerenciamento de resíduos sólidos. A empresa é referência no setor, por aliar eficiência operacional e resultados econômicos a uma sólida política socioambiental. A cobertura da rede de água tratada da Sanepar chega a 100% da área urbana dos 346 municípios e 289 distritos onde está presente. A cobertura com rede de esgoto alcançou 63,2% da área urbana dessas localidades. A empresa está sediada em Curitiba (PR), tem 176 Estações de Tratamento de Água (ETA) e 225 Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) estabelecidas em todo o Estado. Conta com 6.637 empregados. A busca da qualidade contínua é uma das principais características da Sanepar. Laboratórios da empresa analisam 1,35 milhão de parâmetros a cada ano, com base na portaria 518 do Ministério da Saúde. Em 2011 foram investidos R$ 44 milhões em testes de qualidade, o que fez com que a Sanepar alcançasse um índice de 100% de conformidade às exigências da portaria. Ações da Sanepar estão entre as mais valorizadas de 2011. O trabalho da Sanepar em 2011 teve o reconhecimento e a confiança da sociedade e dos investidores. As ações preferenciais da companhia tiveram uma valorização de 58,6% em 2011. Foi a 15ª maior alta entre as empresas brasileiras durante o ano e a maior entre as companhias paranaenses com ações na bolsa. Em dezembro do ano passado, a ação preferencial nominativa (PN) da empresa, SAPR4, alcançou R$ 4,63, bem acima dos R$ 2,92 de dezembro de 2010. O desempenho das ações fica ainda mais positivo quando comparado com outros indicadores da economia. Em 2011, o Ibovespa caiu 18%, a inflação subiu 6,5%, o dólar teve valorização de 12,3% e a taxa Selic (taxa referencial de juros) encerrou o ano com variação de 11,6%.
 
            Ora, sabemos que a água é a natureza que nos fornece, assim como o petróleo, os minerais diversos que jazem no solo ou no subsolo e por ser um bem doado pelo criador a todos deve pertencer. Grupos privados não devem e não podem ter acesso a esse tipo de atividade, já que os mesmos visam em primeiro lugar o lucro, renda e mais valia, regras incompatíveis com o direito de todas as classes sociais. Além de ser empresa cobiçada por grupos privados, em face do monopólio, os lucros desta, mesmo que capitalizados, vão onerar as tarifas do consumidor. Se este tipo de empresa é constituida como empresa pública ou autarquia seu quadro de servidores poderá estar sob-regime celetista e prividenciário e o “superavit”, se houver, poderá ser revertido em benefício do consumidor. A cobiça por empresas estatais estratégicas rentáveis por grupos privados no Brasil sempre teve o beneplácito de Governo conservadores que defendem que a iniciativa privada é mais eficiente e eficaz que a empresa pública, além de não estar tão sujeita a desvios e desmandos administrativos, com o que discordo frontalmente, já que tanto na atividade pública quanto na privada quem comanda são pessoas, portanto, todas sujeitas à improbidade, a corrupção e ao suborno como vemos a miúde em face da promiscuidade reinante nas relações de negócios de empresários com o Estado. Além disso, todas as empresas estatais rentáveis e estratégicas, como, por ex., as elétricas e as mineradoras (Vale, Alcoa etc.), na gestão FHC foram privatizadas na “bacia das almas”, isto é, a preços de três a cinco vezes menores que seu valor de mercado internacional. Aí eu pergunto, porquê teve que ser assim? Será que teve algum interesse maior por trás disso? Bidu! Isso é traição à Nação que todos nós construímos!        
 
 
 
 

Um comentário:

  1. Será que não vai aparecer ninguém que se arvore no direito de contestar minhas assertivas? Estou esperando! Veronesi,I.

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